"Acaso pode uma mulher esquecer-se do seu bebé, não ter carinho pelo fruto das suas entranhas? Ainda que ela se esquecesse dele, Eu nunca te esqueceria. Eis que Eu gravei a tua imagem na palma das minhas mãos."sexta-feira, 8 de maio de 2009
"Eu gravei a tua imagem na palma das Minhas mãos"...
"Acaso pode uma mulher esquecer-se do seu bebé, não ter carinho pelo fruto das suas entranhas? Ainda que ela se esquecesse dele, Eu nunca te esqueceria. Eis que Eu gravei a tua imagem na palma das minhas mãos."segunda-feira, 4 de maio de 2009
Saboreei e vi...

Porque Vós, Trindade eterna, sois criador e eu criatura; e conheci – porque Vós mo fizestes compreender quando me criastes de novo no Sangue do vosso Filho – conheci que estais enamorado da beleza da vossa criatura.
Oh abismo, oh Trindade eterna, oh Divindade, oh mar profundo! Que mais me podíeis dar do que dar-Vos a Vós mesmo? Sois um fogo que arde sempre e não se consome. Sois Vós que consumis com o vosso calor todo o amor profundo da alma. Sois um fogo que dissipa toda a frialdade e iluminais as mentes com a vossa luz, aquela luz com que me fizestes conhecer a vossa verdade.
Espelhando-me nesta luz, conheço-Vos como sumo bem, o bem que está acima de todo o bem, o bem feliz, o bem incompreensível, o bem inestimável, a beleza sobre toda a beleza, a sabedoria sobre toda a sabedoria: porque Vós sois a própria sabedoria, o alimento dos Anjos, que com o fogo da caridade Vos destes aos homens.
Sois a veste que cobre toda a minha nudez; e alimentais a nossa fome com a vossa doçura, porque sois doce sem qualquer amargor. Oh Trindade eterna!"
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Mistério Pascal, mistério de Esperança...
"Desde a alvorada de Páscoa, uma nova primavera de esperança invade o mundo; desde aquele dia, a nossa ressurreição já começou, porque a Páscoa não indica simplesmente um momento da história, mas o início duma nova condição: Jesus ressuscitou, não para que a sua memória permaneça viva no coração dos seus discípulos, mas para que Ele mesmo viva em nós, e, n’Ele, possamos já saborear a alegria da vida eterna. (...)Resurrectio Domini, spes nostra – a ressurreição de Cristo é a nossa esperança! É isto que a Igreja proclama hoje com alegria: anuncia a esperança, que Deus tornou inabalável e invencível ao ressuscitar Jesus Cristo dos mortos; comunica a esperança, que ela traz no coração e quer partilhar com todos, em todo o lugar (...) A Ele, Rei vitorioso, a Ele crucificado e ressuscitado, gritamos com alegria o nosso Aleluia!"sexta-feira, 10 de abril de 2009
"Fazei Isto em Memória de Mim"...
Não. Ainda não compreendemos, Senhor... Não tomámos ainda para nós o gesto do pão repartido, em que Te dás todo; não acolhemos o Teu ajoelhar perante a nossa miséria para dela nos lavares; não aceitámos ainda a Tua "soberana dádiva de amor, para todos e para sempre", começada já nesta tarde de Quinta-Feira. Não permitas, Jesus, que caminhemos de mãos fechadas, apertando contra nós, num egoísmo estéril, aquilo que somos, que de Ti recebemos, mas que desejamos possuir com uma avidez mortal.terça-feira, 24 de março de 2009
No princípio...
«São outros tantos convites, que o Senhor vos dirige; e, da vossa parte, existe a responsabilidade de dar resposta a cada um deles. Uma resposta concreta, efectiva, generosa; aberta às exigências e às necessidades urgentes da população da vossa terra; e aberta aos instantes apelos de tantas almas, que esperam pela verdade de Cristo ou se interrogam sobre a mensagem do Evangelho.Na realidade, ser sacerdote, ser missionário significa ter escutado, como Pedro, o convite a deixar tudo e a seguir Cristo, confiando unicamente na sua promessa tranquilizadora: “ Não tenhas medo, farei de ti pescador de homens ”.
Na oração e na meditação, durante estes anos em que vos preparais para o futuro, para servirdes na difusão do Reino de Deus, tende sempre presente esse diálogo entre Pedro e Jesus. Que haja no vosso íntimo o desejo de falar com Cristo sobre a missão que vos espera; falar-Lhe da escolha que estais a fazer e para a qual vos preparais, em atitude de quem confia na graça do Senhor; falar-Lhe das coisas que Ele nos indicou no “ Pai-Nosso ” e no Cenáculo, durante a última Ceia. Tende un coração aber
to para fazerdes o dom da vossa vida a essa missão! E procedei com humildade, bem conscientes de que o serviço sacerdotal é deveras exigente e que a entrega aos outros levar-vos-á a ter de enfrentar situações complexas e difíceis.Vivei a união com Cristo, com fé ardente, na oração, para poderdes sempre encontrar n’Ele a força necessária para perseverar e vos tornardes, como Ele, “ homens para os outros ”. Ele continua a convidar e a propor a cada um de vós: “ Farei de ti pescador de homens ”. »
quinta-feira, 19 de março de 2009
"Vou seduzir-te até ao deserto e falar-te ao coração..."
sábado, 14 de março de 2009

Partilho convosco um texto que escrevi à uns tempos, como introdução a um trabalho sobre um dos Santos da Igreja. Neste tempo quaresmal é bom deixarmo-nos interpelar pela santidade daqueles que chegaram perto de Deus, como ponto de partida para o nosso "regresso a Casa"...
Há nos Santos qualquer coisa que atrai o comum dos mortais. Precisamos constantemente de referências, de modelos que nos indiquem a meta, de super-homens que nos façam acreditar que somos capazes de grandeza. É frequente tomarmos os Santos por semi-deuses, cuja grandeza reside naquilo que podem fazer por nós, naquilo que de bom nos podem obter. No entanto, a Igreja diz-nos que o valor da santidade não reside aí, antes se identifica na verdadeira comunhão com Deus, aquele que é verdadeiramente Santo, no caminho que tantos homens e mulheres percorreram antes de nós, actualizando as palavras e os gestos de Jesus de Nazaré, Filho de Deus e Salvador do Homem. Ser santo é antes de mais ser companheiro de Jesus, aceitar comprometer-se na relação pessoal com Ele, na disponibilidade para acolher o Seu Espírito, na certeza de se ser amado por Deus. E longe de recusar o valor do Homem e da sua condição, a santidade constrói-se com aquilo que somos, com os dons e as fragilidades que nos são próprios, e no ir ao encontro de Deus, procurando-O no mundo e naqueles que nele caminham. Ser santo é ter a capacidade de abrir-se ao Ser, que ultrapassa o que somos, é procurar, a cada momento, tocar a Luz que dissipa toda a escuridão. No caminho da Cruz, que se abre na Ressurreição, na Vida plena de Deus, o santo aceita a vontade d’Este e torna-se lugar da Sua presença e de encontro d’Ele com os homens e as mulheres do seu tempo. De olhos fixos em Cristo Ressuscitado, que lhe deixa a promessa da Vida, e simultaneamente no momento presente em que caminha, o santo intui os sinais dos tempos e faz-se servo daqueles que, como irmãos, lhe foram confiados. E neste peregrinar, lado a lado com Jesus, de regresso a Casa, o homem tocado e comprometido com Deus, deixa feixes de santidade, abre caminhos de encontro e comunhão com Ele, prontos a serem percorridos por aqueles que vierem mais tarde.
Porque não começar hoje?
